Editorial

Qual a reputação dos seus e-mails?

Não é raro eu terminar meus editoriais com algum agradecimento. Principalmente aos nossos leitores ou a alguém que tenha enriquecido nosso repertório de informações com algum conhecimento relevante. Desta vez, vou inverter a tradição e começar meu texto com um "muito obrigado". O agradecimento é pela centena de e-mails que recebi referentes ao último editorial. É bom saber que a voz ecoa e que o trabalho não está sendo em vão.

Mas vamos mudar de assunto. A polêmica é boa no seu timing apropriado. Valeu pela reflexão. E agora é virar a página.

Pois bem, outro dia eu estava conversando com um empresário da comunicação visual que me disse gastar muito com publicidade no Google, que havia muita procura, mas os resultados financeiros da empresa caíram. Eu me pergunto: Se muita gente do lado de cá acha que o Google é a solução para o problema de mídia, será que isso não inclui nossos clientes? Vale pensar no assunto: Se o Google virar um remédio para todos os males, e os clientes deixarem de investir em mídia outdoor ou indoor, qual será o impacto? Quais seriam os limites?

Nesse trabalho de aprimoramento constante do que oferece na Internet, o Google também faz seu trabalho de bastidores. Soubemos de uma empresa de hospedagem de sites que acredita que esses fatores possam agora incluir a reputação dos e-mails. Seu proprietário ouviu de uma fonte que estavam penalizando seu site com novas medidas contra o comportamento de e-mails de domínios próprios. Se o Google tem ferramentas para evitar a disseminação dos spams, ele pode, também, reprimir "e-mails indesejados". O termo pode incluir pornografia infantil, racismo, torcidas adversárias combinando brigas... Mas também pode incluir tudo o que "eles" considerarem "indesejado". E se for "comercialmente" ou "estrategicamente indesejado"? Quem ganha e quem perde quando a publicidade passa por um mecanismo que tem suas próprias medidas?

Como muita coisa relacionada à Internet, talvez seja muito barulho por nada, ou pareça uma teoria da conspiração. Mas vale a pena ficar atento às tendências atuais. Afinal, nosso mundo de impressão off-line tem sentido a conquista de espaço das ações online. Qual a sua opinião?

Marco Marcelino

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Publicação: 04/07/2011

Fonte: redação

 

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