Agfa Graphics investe US$ 20 milhões e nacionaliza produção
Ampliação visa nacionalizar produção, diminuir custos de importação, frete e ganhar agilidade no atendimento ao cliente
A filial brasileira da Agfa Graphics apresenta ao mercado, no próximo dia 17 de novembro, a reforma de ampliação realizada na fábrica de Suzano, na Grande São Paulo. Com investimentos de US$ 20 milhões a fábrica ganhou 20% em área e, após quinze meses de obra, a multinacional belga está preparada para produzir no Brasil simultaneamente aos lançamentos europeus e atender toda a América Latina.
Mundialmente conhecida e lider no segmento gráfico, a empresa que fatura U$ 250 milhões ao ano na América Latina, espera crescer até 10% em 2012 graças à ampliação do portfólio de chapas digitais – que passou de uma para cinco - e o aumento da capacidade produtiva que, em chapas digitais, deve aumentar dez vezes.
O presidente da Agfa Grahics Brasil e América Latina, Fabrizio Valentini, observa que a produção local diminui custos com importação e frete, mas o principal ganho é a agilidade nas entregas. “Quando importamos ficamos sujeitos a variáveis externas que não podemos controlar e para garantir o fornecimento ao cliente temos que manter um estoque muito grande. Produzindo tecnologia brasileira ganhamos agilidade e flexibilidade”, explica. O executivo revela ainda que a empresa já tem perto de 50% de market share e com esse investimento pretende aumentar ainda mais a participação.
De acordo com Valentini o segmento gráfico é bem complexo e, para atendê-lo bem é preciso ter agilidade na produção e na customização de produtos. “As gráficas trabalham com inúmeras variáveis de formatos e espessuras e a fábrica de Suzano está preparada para fazer ajustes no portfólio e atender adequadamente as necessidades de cada cliente”, explica.
Os investimentos da Agfa Graphics na produção nacional visam, principalmente, tornar possível a produção de um portfólio completo de chapas digitais no País, para atender a tendência do mercado que está substituindo, gradativamente, as chapas analógicas.
As chapas digitais oferecem mais agilidade e qualidade nas impressões e por extinguirem o uso de filmes e químicos são consideradas ambientalmente corretas. “As chapas analógicas estão caindo em desuso e em alguns anos não devem mais estar no mercado”, diz Valentini.
Com a produção de quatro novos modelos de chapas digitais no País, a estimativa da empresa é dobrar a produção da fábrica, chegando a produzir mais de 14 milhões de metros quadrados nos próximos anos. “A América Latina é um mercado cada vez mais importante. Em 2.000, representava 4% do faturamento global da empresa. Hoje, a representatividade já é mais de 10%”, avalia Valentini. Segundo o executivo, da produção de Suzano, 60% fica no Brasil e o restante, cerca de 40%, vai para outros países da América Latina.
Além de uma fábrica maior, mais moderna e preparada para a produção de um portfólio completo de produtos para o segmento gráfico, a Agfa Graphics conta também com um centro técnico, o Operations Care Latam, que funciona nessa planta. Esse centro, com área de cerca de 100 metros quadrados tem como objetivo principal otimizar a aplicação dos produtos em função das diferentes necessidades do mercado. O laboratório conta com os mais avançados sistemas de pré-impressão, além de equipamentos de medição aferidos e certificados, profissionais treinados nos procedimentos estabelecidos de análise técnica, garantindo a mesma linguagem e padronização entre todos os Operations Care da Agfa no mundo.
Publicação: 18/02/2012
Fonte: Agfa
Topo Voltar